
A mostra 4 Mestres da Arte é composta por 60 gravuras, que apresentam ampla variedade de técnicas, estilos e temáticas em obras produzidas a partir das décadas de 1960 e 1970, período decisivo para a consolidação de linguagens modernas e críticas no campo das artes visuais.
Dois desses artistas representam o estado de Goiás: Siron Franco e Antônio Poteiro, nomes fundamentais para a construção da identidade artística goiana. O projeto estabelece um diálogo entre as obras desses criadores e a produção de Carybé, ícone da cultura visual baiana, e de Juarez Machado, artista de projeção internacional cuja obra crítica, lúdica e teatral é fortemente ligada à urbanidade.
A exposição fica disponível para visitação entre os dias 6 de maio e 1° de julho de 2026, das 9h às 17h, na Vila Cultural Cora Coralina, localizada à Rua 23 com rua 3, no Setor Central, em Goiânia (GO).
Natural de Joinville, é pintor, escultor, desenhista, caricaturista, mímico, designer, cenógrafo, escritor, fotógrafo e ator. Estudou na Escola de Música e Belas Artes do Paraná (1961–1965), realizou sua primeira exposição individual em Curitiba (1964), posteriormente viveu por 20 anos no Rio de Janeiro, atuando também com humor gráfico, cenografia e mímica.
No ‘Fantástico’, Juarez Machado apresentava vinhetas animadas nas quais ele atuava como mímico ou, na sua própria definição, um “desenhista do gesto”, ao som de um tema composto pelo maestro Júlio Medaglia.
Prêmios: Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras (França) e Medalha do Mérito da Ordem de Rio Branco (Brasil).
Obras e exposições: A exposição “Juarez Machado – A Volta ao Mundo em 80 Anos”, com cerca de 170 obras, foi realizada pelo Museu Oscar Niemeyer.

Nasceu em Lanús, Argentina no dia 7 de fevereiro de 1911 e foi radicado no Brasil desde 1949. Faleceu em Salvador, Bahia em 2 de outubro de 1997. Foi pintor, gravador, desenhista, ilustrador, ceramista, escultor, muralista, pesquisador, historiador e jornalista.
Produziu cerca de 5 mil obras. Realizou os 27 painéis dos orixás no Museu Afro-Brasileiro (Salvador); ilustrou obras de Jorge Amado e “Cem Anos de Solidão”; presente em acervos de MAM (SP), MoMA (NY), Fundação Gulbenkian, entre outros.

Nasceu em Portugal em 10 de outubro de 1925 e faleceu em Goiânia em 8 de junho de 2010. Foi ceramista, escultor e pintor, expoente da arte naïf brasileira. Migrou para o Brasil ainda criança, viveu em São Paulo, Minas Gerais e Ilha do Bananal, fixou-se em Goiânia (1955). Herdou a cerâmica do pai, originando seu apelido, influenciado por Siron Franco e Miguel Jorge para iniciar na pintura.
Teve exposições nas Bienais de São Paulo em 1981 e 1991. Fez exposições individuais em capitais brasileiras e no exterior (Washington, Quito, Cuenca, Guayaquil).

Nascido na cidade de Goiás, o artista é pintor, escultor, ilustrador, desenhista, gravador e diretor de arte. Siron Franco foi premiado em 1968 na I Bienal da Bahia, em 1973 foi reconhecido no I Salão Global da Primavera, realizado pela Rede Globo de Televisão, e ganhou os maiores prêmios da XII Bienal Nacional de São Paulo, em 1974 e XIII Bienal Internacional de São Paulo, em 1975. Recebeu ainda o Prêmio de Isenção de Júri e o Prêmio Máximo das edições XXIII e XXIV do Salão Nacional de Artes Plásticas, no Rio de Janeiro, em 1974 e 1975, os mais importantes prêmios nacionais, além de bem-sucedidas exposições individuais.
Sua obra e estilo são inspiradas no surrealismo crítico e abstrações com temáticas de direitos humanos, ecologia e tragédias como o acidente radiológico com o césio-137; Suas obras estão presentes nos mais importantes museus do Brasil, como: MASP (São Paulo), MAC (São Paulo), MNBA (Rio de Janeiro) e MON (Curitiba) e do mundo como no Metropolitan Museum of Arts (The Met) em Nova York nos Estados Unidos e no Museu de Arte Contemporânea de Monterrey no México.

A exposição está aberta para visitação de segunda a domingo, das 9h às 17h.
Sim, totalmente gratuita e aberta ao público.